sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Mousse de Chocolate Saudável


No meio da neve, das não-corridas, do trabalho entediante… lá vou fazendo umas coisitas saborosas, e desta vez não assim tão graves para a nossa dieta rigorosa.

Tentando ser breve (juro que não faço de propósito para escrever tanto)…

Ingredientes:
  • 100g de chocolate negro (igual ou acima de 70% cacau)
  • 3 ovos (temperatura ambiente)
  • 1 colher chá de óleo de côco
(usei morangos para decorar e mais do mesmo chocolate)

Preparação:
  1. Derreter o chocolate em banho-maria com o óleo de coco;
  2. Separar as claras das gemas;
  3. Bater as claras em castelo;
  4. Juntas as gemas ao chocolate e mexer bem;
  5. Adicionar gentilmente as claras em castelo ao preparado anterior e misturar bem;
  6. Colocar o preparado em forminhas e levar ao frigorífico;
Simples assim!
Depois podem sempre adicionar umas frutinhas por cima, farripas de chocolate… as you wish!

Adoro chocolate negro e não senti necessidade nenhuma de adicionar açúcar, estava óptima. Ponderei em fazer com chocolate de menta. Talvez não seja tão dentro do «saudável» mas poderá ficar interessante. Misturar umas quantas avelãs é capaz de também ficar qualquer coisa interessante.

Entretanto acho que já vi receitas simulares em vários sítios, pelo que os louros da coisa não são meus, mas já vi em tantos sítios faz um tempão que nem sei onde foi… também já vi com abacate ou mesmo só com chocolate e água… a averiguar e experimentar, mas esta é favorita já! Adoro.

M.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

28ª CORRIDA DO FIM DA EUROPA - 17KM - 28.01.2018

(com imagens destas faz logo valer a pena)

Muitas incertezas quanto a esta prova.
Muita falta de treino e de força de vontade.
Visitinha curta a Portugal, o pai levou-me para o Pisão na sexta-feira, fiquei logo desmotivada, fiz 6 km em sofrimento máximo e com muitas paragens, tanto que aos 5kms disse ao pai “Continua o teu treininho que eu sigo para o carro e espero por ti”, se forem espreitar o treino dele no strava o momento em que o abandono há logo uma subida exponencial de velocidade no gráfico, é sempre tão gratificante reparar nestes pormenores… claro que este micro treino serviu logo para me fazer crer que  qualquer prova neste momento seria impensável.
O tempo passou a correr e no meio de tanta corrida (de tempo) lá fui buscar os dorsais e lá me convenci entre umas tantas mensagens do nosso N. e entre aquelas frases quase profundas que o meu pai me diz “Vai, se não der voltas para trás que estás tipo em casa. Subidas?! Andas!”, digam lá se não foi de uma inspiração divina. Enfim, a conclusão é que fui, que vi a nossa Fabiana, o M. dela, conheci o N. e a Agridoce pessoalmente, vi o pessoal da Asics, encontrei amigos da escola e ainda que a prova não chegue aos 17km eu fiz mais que uma meia maratona!
A prova! Medo! Muito medooooo!
Sou terrível e nem me apercebi que a partida da prova era mesmo pertinho da minha casa, pelo que o meu aquecimento foi sair de casa e caminhar perto de 2km para chegar à partida.
Estava super nervosa, não me sentia minimamente preparada e não sabia bem o que ia para lá fazer, mas foi logo bom ver pessoas com quem partilho uma paixão e de qualquer forma meti na cabeça que não era vergonha nenhuma andar nem chegar em último. Logo se veria...
Parti juntinho à nossa Fabiana, depressa a perdi, aguentei-me a primeira subida (perto de 1km) e depois fui logo morrendo gradualmente, respirei fundo e pensei ‘andar não é vergonha nenhuma’, assim que ganhei forças – a ler: onde já não era a subir – voltei à carga, fui-me aguentado, voltei a ver a nossa Fabiana e ainda fizemos uns quilómetros juntas, entretanto fui ficando para trás e ainda que ela tenha chamado por mim deixei-me estar, tínhamos mais ou menos 9km, pensei que era uma boa altura para parar/desistir, entretanto pensei que voltar para trás seria o mesmo que continuar, voltar para trás eram mais 9km, continuar eram mais 8km, pelo que deixei-me estar, até porque alguém (pai? N.?) me disse que a pior subida seria perto do quilómetro 10 mas que depois era tranquilo, foi assim que me (auto)convenci.




Heis que veio a tal subida, lembro-me de pensar que não era assim tão grande e tão longa (atenção : cada pessoa se assusta com as subidas à sua maneira, sei que para muitos de vocês aquilo era só um pulinho com um desnível positivo de 1) e ter virado a cabeça e ver uma quantidade de enorme de pessoas a andar.



(ainda fiz um mini relato no instagram)

(obrigado N. pela descoberta da foto - péssima - mas real)
Pontos positivos:
  • Não era a única a andar
  • Era a última grande subida
Ponto negativos:
  • Continuava a ser uma subida
  • Faltava quase metade
Heis que acabou a subida! Seguiu-se muita descida, dava para me recompor, sentia-me cansada, queria parar e tinha o pé esquerdo dormente (odeio quando isto me acontece), mas o pior estava feito, queria chegar ao fim, chegar ao Cabo da Roca e terminar este desafio. Vi os 14 km no relógio, ou na Estrada, não me lembro bem. Muitas queixas mentais, sou uma resmungona, o meu pai sempre me disse isso.



Como resmungona que sou, informo que odiei a micro subida no fim, seguida daquela calçada de calhaus gigantes, que, estando eu morta como estava era perfeita para torcer um pé, dois, partir uns quantos dentes e chegar a Paris em grande estilo.
Terminei, não abaixo de 2 horas, mas pouco passei… Fiquei orgulhosa de mim.


Mais orgulhosa fiquei (ironia), visto ser uma trapalhona, não pedi transporte de volta, pelo que o meu pai ficou de me ir buscar após 30 km na serra, porém os carros estavam proibidos de passar, pelo que me fiz à vida e decidi ir até à estrada principal, era tudo a subir, foi penosa essa subida a andar, sem rede no telemóvel de forma a confirmar ao meu pai que precisava dos seus serviços como taxista… andei e andei e ainda fiz uns 4 km até ser resgatada.


Resumo do meu Domingo : A-C-A-B-A-D-A
Iria dormir a viagem de avião inteira (Pensava eu).
Foi uma boa forma de terminar esta minha mini visita a Casa.


M.



Hoje!

Não vos vai fazer sentido nenhum....

Não é para fazer...

Precisava de exteriorizar, talvez para me ajudar a interiorizar.

Hoje é  dia! Tem de o ser. Vai ser!


M.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Snow at Paris

(das fotos mais giras que já tirei)

Das coisas que mais gostei até agora nesta minha experiência de viver em Paris:

Neve!!!

É só lindo ver tudo ‘pintadinho’ de branquinho !

Aparentemente não é de todo normal a forma como nevou na semana passada, pelo que transportes não estão de todo preparados para o acontecimento e as pessoas também não (EU! EU! EU!).

Eu pessoalmente não estava preparada para o frio, sou muito friorenta por natureza, agora para as paisagens, sim! sim! sim!, mas não fui trabalhar na Quarta-feira. Ora, os autocarros foram todos cancelados, claro que tolinhos como somos ainda tentámos ir para a estação de comboio de carro, que obviamente não correu bem, foi sair do parque de estacionamento, virar à direita e ficar com o carro bloqueado logo após 100 metros. Foi um episódio interessante, entre congelar as mãos e tentar colocar as correntes nos pneus para ver se saíamos dali, claro que eu encantada com a paisagem não fui uma ajuda indispensável… após pouco mais de 30 minutos com o carro novamente no parque decidimos ir até à estação a pé. Como as ruas estavam cheia de neve e gelo a caminhada foi feita de forma calma, muito calma aliás, porque eu fiz questão de tirar mais um milhão de fotos, mas lá chegámos! Todos os comboios atrasados, os poucos que passavam vinham de tal forma cheios que as portas para fechar era preciso ajuda das pessoas que ficavam fora do comboio. Isto já eram 10h30, para quem saiu de casa pouco antes das 8h00 dei por encerrada a minha tentativa de ir para o trabalho e meti o dia de férias!

Não foi um dia incrível, não adiantei nada, não aproveitei nada, correr seria impensável só se fosse para partir os dentinhos. E nem vos conto o quanto me custou a reaquecer, era aquecimento da casa ligado, pijama quentinho, aquelas meias enormes, um cobertor e um édredon e eu ali feita velha no meu sofá a tentar voltar à temperatura normal.

Será escusado dizer que as notícias falaram o dia todo de neve, que se bateram recordes de engarrafamentos nas estradas com mais de 700km de engarrafamento, pessoas que dormiram nos carros, outras que abandonaram os carros ali mesmo e foram pernoitar a ginásios, pessoas que há conta de falha de transportes andaram durante 2 horas para chegar a casa (bom treino,  aposto que que este senhor não tinha frio nenhum)…

É isto, a minha felicidade em Paris, graças à Neve !

(saída do trabalho)





M.


domingo, 21 de janeiro de 2018

2017/2018


Finalmente com mais calma e tempo para pensar sobre o que foi 2017 e sobre o que espero para 2018, não querendo de qualquer forma me debater muito sobre o que espero para 2018, evitando assim maiores desilusões e mesmo não querendo fazer uma análise muito aprofundada sobre 2017 não dando grandes margens para divagar e deprimir.
Quanto a 2017 sem sombra de dúvida foi um ano bomba para mim, teve muita coisa boa, outras nem tanto, aproximou-me de pessoas que hoje me são muito queridas, apresentou-me muito boa gente desta paixão de correr, fez-me reflectir sobre amizades antigas o que são e o que devem ser, apresentou-me sítios novos, trouxe-me também desafios novos, a nível profissional e pessoal... e levou-me a emigrar, que foi uma das minhas maiores e mais difíceis decisões de sempre.
Sobre o quis e escrevi o ano passado a análise é mediana, 4 em 8, 50%, pelo que não estive nem bem nem mal. Mas os que ficaram por completar sei que foi falta de força de vontade minha, pelo que tenho que melhorar nesse campo.

Objectivos 2017:

  • Correr pelo menos 3 Meia Maratonas;
OK
  • Uma das Meia Maratonas tem de ser a da DisneyLand Paris (a ver se não falho as inscrições este ano);
OK
  • Perder 8kgs (os gajos são persistentes acho que me amam de morte, meus maiores fãs);
NOK NOK NOK
  • Melhorar a minha condição física em geral, sendo que a minha força de braços é nula e será um ponto prioritário;
NOK
  • Dando continuação ao ponto anterior, conseguir fazer 10 flexões de braços seguidas será um grande feito para a minha pessoa;
NOK
  • Completar 12 semanas do Treino BBG.
NOK
  • Arranjar trabalho em França e mudar-me para lá;
OK
  • Orientar as 'coisas (conhecidas por contas) a pagar', o último mês muita coisa correu mal e levou-me mais do que tinha e neste momento a prioridade é limar estas arestas e estar numa situação confortável outra vez.
OK


Quanto Às Corridas

Foi o ano que mais corri, que fiz mais provas, das quais uns quantos trails, o ano em que dei mais às perninhas e melhorei uns quantos tempos.
Não fui sub60 aos 10km por 14 segundos (1 segundo no tempo oficial) o que é super frustrante, mas que espero um dia ultrapassar.

Provas efectuadas:
  1. SEMI DE PARIS 05-03-2017 21KM
  2. MEIA DE LISBOA 19-03-2017 21KM
  3. MONSARAZ NATUR TRAIL 26-03-2017 10KM
  4. CORRIDA SEMPRE MULHER 02-04-2017 5KM
  5. CORUCHE CORK TRAIL 09-04-2017 13KM
  6. MONTEJUNTO TRAIL 23-04-2017 9KM
  7. TRILHO DAS LAMPAS 13-05-2017 20KM
  8. 10KM L'EQUIPE 11-06-2017 10KM
  9. 10KM DISNEYLAND 23-09-2017 10KM
  10. SEMI MARATHON DISNEYLAND 24-09-2017 21KM
  11. 20 KM PARIS 08-10-2017 20KM
  12. 10KM PARIS CENTRE 15-10-2017 10KM
2018

Desta vez não vou sonhar tanto, limito-me a dizer que quero saúde, boas pernas para correr e que seja possível fazer um pouco mais do que em 2017, que seja mais 1 km, menos 1 minuto, mais 1 prova, mais 1 meia maratona... melhorar.
Pessoal e profissional, uns tantos 'sonhos' que vou desta vez deixar simplesmente fluir, logo se verá.


M.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

10 KM PARIS CENTRE - 10KM - 15.10.2017



Nem sei bem porque fiz birra por me inscrever a esta prova, para ser honesta e fútil, acho que foi pelas tshirts. O ano passado fiz a prova, correu-me mal, culpa minha com a falta de treino, o percurso foi fraquito, mas as camisolas eram da noite e porreiras, inclusive na entrega dos dorsais se tiverem paciência eles fazem estampagens, a minha do ano passado tem uma torre Eifel e o meu nome. 

Entretanto o meu miúdo também foi passar o fim de semana fora com os amigos, pelo que não tinha grandes planos para o fim de semana.

O tempo não estava mau mas não estava quente, como desta vez não tinha boleia tive que me fazer à vida e arrancar em transportes públicos à confiançuda, entenda-se, de tshirt e calções. Como não conhecia ninguém passei grande parte da espera a tirar fotos, a observar pessoas e estava um bocado adormecida, no fim de semana anterior tinha feito os 20km de Paris por isso estava mais ali por brincadeira, mas na altura que me inscrevi estava com a fezada de que ia finalmente fazer um sub60 e como tal inscrevi-me com esse tempo.

No bloco dos sub60 não estava nem no fim nem à frente, à medida que íamos avançado até à zona da partida ia ganhando uns quantos metros, conseguia visualizar os pacer/bandeirinhas, eram uns 3 se não me engano, distribuídos ao longo do início do bloco dos sub60.

Partímos!

Eu devia estar uns 50 metros atrás de uma bandeirinha, e lá me ia encaminhando sempre com ela na minha mira, de tal forma que quando me dei conta estava mesmo trás dela, pensei para mim que ela devia estar bem porque estava a correr muito devagar e decidi olhar para o meu relógio. Damn! Eu estava a correr abaixo de 6m/km, afinal era eu. Pensei em abrandar com medo de quebrar, depois pensei em aguentar-se atrás dela e se rebentasse, olha... não perdia nada.

Fui-me aguentando bem, desta vez sempre no controlo do relógio 5:47, 5:50, 5:49 etc... quando dei conta tinha ultrapassado a minha bandeirinha e estava quase a aproximar-me do outro bandeirinha dos sub60, já com um bocadinho de mais pedalada, mas ali perto do quilómetro 7 comecei a sentir as pernas a darem-me o toque que não estavam habituadas aquele ritmo. Azar dos azares uma pequena inclinação, mas eu aguentei-a, sempre a 2/3 metros do meu novo bandeirinha, e heis que comecei a fraquejar, já em plano, comecei a passar a estar a 5/7 metros do meu novo bandeirinha e quando dei conta a minha antiga bandeirinha estava a passar-me... controlei o relógio e realmente estava a diminuir velocidade, bati nos 6min e tal por quilómetro, ia fazendo um esforço para recuperar e andei numa fase em que batia nos 6min e quando dava conta acelerava para voltar aos 5min e pouco, mas já não consegui manter-me lá...

Vi a meta. 
Despacha-te M. Vá lá.
Cortei a meta ...



Por 14 segundos. Quando vi nem quis acreditar. Por uns estúpidos 14 segundos que não fui sub60... eram 14 segundos em que me devia ter aguentado nos 5m/km, eram segundos suportáveis. E não o foram. Estava de certa forma contente porque foi o meu melhor tempo, por outro lado, eram 14 segundos que parecem tão insignificantes agora... 




Querem saber o pior?!... No tempo oficial da prova foi por 1 segundo !




M.



sábado, 13 de janeiro de 2018

20KM DE PARIS - 20KM - 08.10.2017



Fui sem expectativas exactamente porque depois de tanta corrida não queria sentir pressão... não levei mochila e não olhei para o tempo uma única vez, houve muitas alturas que quase, quase vacilei, mas controlei-me e apenas tive noção do meu tempo após terminar a prova.

Acordei por volta das 5h e pouco da manhã com uma mensagem do meu pai a dizer que tinha terminado os 100km na Serra da Estrela, a partir daí já não dormi mais, de certa forma estava mais descansada, não sabia nada do pai fazia tempo, a última vez que falámos disse-me que iria desistir, deixou-me por escrito no facebook, obviamente que amigos dele foram lá meter "veneno" amigo, e teimoso como é e do contra, decidiu continuar e acabar o raio dos 100km. 

Já eu estava com a neura, como sempre, pelo que não dormi mais, sentia-me cansada, ansiosa, nervosa, todo um misto de coisas que não me fazem nada bem. O meu primeiro pensamento é sempre, comer cedo e casa de banho... nunca acontece, o que me deixa super desesperada.

Como estou a escrever com um atraso considerável, muitos pormenores já se perderam, o que para vocês é uma sorte porque diminui bastante o texto a ler. 

Lá me encaminhei para o centro de Paris, para mais um arraso às pernas, desta vez ia leve, infelizmente aqui ando sempre de telemóvel atrás porque não conheço a cidade como a minha e deixa-me mais segura, aguardava a partida, comecei a ter vontade de ir à casa de banho, procurei e procurei e quando encontrei ignorei por completo a minha vontade, tal era a quantidade de pessoas À espera. Para tornar a prova mais interessante, começou a chover, se eu já estava a morrer de frio nem vale a pena dizer como me senti depois de corpinho molhado.

Parou de chover, pouco tempo depois partimos, tentei não pensar em casas de banho e em tempos, tentei ir tranquila, absorver a prova e desfrutar, não ver distâncias, mas normalmente as provas têm sempre aqueles belos placares (que eu detesto) de 1 em 1 quilómetro, pelo que a minha ideia era ir mais coisa menos coisa ao centro e não olhar muito para as laterais, tentando ao máximo evitar qualquer comunicação face aos quilómetros.

Descobri uma linha verde ao centro, uma marcação que automaticamente passou a ser a minha guia, não sei porque, fiquei durante bastantes quilómetros a correr sobre essa linha verde amarelada, por vezes, inconscientemente olhava para as laterais, acabei por descobrir que ao longo da prova existiam certas exposições de arte urbana, muitas pessoas paravam para tirar fotos, pensei fazê-lo, mas corria sozinha, pelo que qualquer tentativa de foto ia ser um fiasco e assim evitava também quebrar o meu ritmo, mantive-me firme na minha linha verde, tendo por vezes de abandonar por alguém estar a fazer o mesmo que eu, consciente ou inconscientemente, lá ultrapassava e seguia... pior, essa marcação obviamente foi feita para a prova, pelo que ... Pimba! Lá levei com a distância mesmo juntinho aos meus pés, escrita com aquele verde amarelado, lima, eu que evitei tanto olhar para as laterais de forma a evitar ver as distâncias escritas, heis que a minha linha, o meu foco, a minha concentração mostrou-me num tom escandaloso em que zona do percurso me encontrava. 

Lembro-me dos 9km e dos 14km, lembro-me que pouco escutei do exterior, levei música e ia concentrada nas minhas coisas, na minha linha verde, não sei porque levantei a cabeça, olhei em redor, não é que o meu miúdo estava ali mesmo à minha beira, a dar-me suporte e acompanhou-me quase 2km na sua trotinete (estes franceses e as trotinetes...), isto por volta do quilómetro 9, já o 14 ficou registado porque senti um momento de fatiga tão grande que naquele momento só em apetecia mandar para o chão, mas vou falando com o meu eu interior e dizendo, só mais 1 horinha e está tudo feito.

Terminei. Vi o tempo. UAU!!! Não fui para bater recordes, não fui com nada mentalizado, mas foi o meu melhor tempo. Apesar de depois de parar de correr as minhas pernas estarem completamente arrebentadas, sentia-me a pular, alegria, felicidade e uma trotinete para ajudar a chegar ao metro mais próximo.







M.